O Frevo, expressão artística, dança e música folclórica brasileira e pernambucana, foi a pouco, foco de uma discussão entre a sociedade civil, compositores e rádios recifenses. Segundo a lei municipal 'Momento do Frevo'(lei 17.861/2013, de 9 de Abril de 2013) de autoria do na época vereador do Recife, Marco Aurélio, as rádios do Recife deveriam executar o ritmo durante sua programação em horário comercial. Mas a questão levantada na época foi; "Não caberia a população decidir o que deve ouvir?"
Esse é o assunto debatido nesse documentário, que busca com essa pesquisa documentada em vídeo, mostrar as opiniões dos envolvidos no cenário cultural da cidade, tentando fortalecer, incentivar e expor o Frevo ao grande público.
Finalmente, depois de quase 3 anos, o meu trabalho de conclusão do curso de Jornalismo, "Frevo: Das Ruas ao Rádio", é disponibilizado no Youtube!
Confira abaixo:
[Legendas em inglês serão disponibilizadas em breve]
Direção e Roteiro: Fernando Monteiro Captação de Imagens: Renato Williams, Fernando Monteiro Edição de Imagens: Renato Williams, Paulo Guimarães, Fernando Monteiro Produção: Maryna Lira de Oliveira, Fernando Sales, Fernando Monteiro Design: JuannyeBruno Santana Motion Design: Paulo Guimarães Edição de Áudio: Renato Williams Elenco: Bruno Almeida, Fernando Monteiro, Gabriel Pedrosa, Héverson Aslan Téles, Maryna Lira de Oliveira Agradecimentos: Élida Freitas, Zezo Oliveira, Jamesson Vieira, Kadu Hammett, Alice Rocha, Perácio, Mario Ribeiro, Marise Rodrigues, Patrícia Breda, Jota Ferreira, Gil Silva, Paulo Paulo Roberto Siqueira, Guerreiros do Passo, Prefeitura da Cidade do Recife, Casa do Carnaval, Rádio Folha,.
Agradecimento mais que especial a minha professora orientadora do projeto, Juliana Galindo Romão, a minha querida professora e componente da banca, Daniella Brito Alves, além do colega e também integrante da banca, Bruno Lira!
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A profunda expressão musical retirada dos Chimes, que toma conta da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) desvendada em entrevista sobre sua música.
Quando tive meu primeiro contato virtual com o Txaimus me surpreendi com sua sonoridade fabulosa, logo me interessei pelo grupo e parti para a ação, fui atrás de informações sobre o Txaimus e sobre os chimes, que do inglês significa: Carrilhão (instrumento musical de percussão) ou harmonia de sons. Chimes são instrumentos pouco conhecidos, embora não passem de sinos estilizados, não tem formato tradicional, são metálicos de forma cilíndrica, com sonoridade superior aos demais sinos.
Desde sua criação o professor, Flávio Medeiros, titular das cadeiras de Iniciação Musical e Prática de Conjunto do Departamento Música do Centro de Artes e Comunicação (CAC) da UFPE, rege o grupo Txaimus com toda sua experiência e paixão.
Júlio César, um ex-aluno e também integrante do grupo e igualmente apaixonado pelo Txaimus, apesar de todo o contratempo, por estar a algumas horas de uma apresentação pública, concedeu uma descontraída e esclarecedora entrevista após uma tarde de ensaios do grupo no CAC.
Preparação do grupo para ensaio.
Início da Entrevista...
Fernando Monteiro: O Que é o Txaimus?
Júlio César: Txaimus é um grupo ligado a universidade Federal de Pernambuco que tem um compromisso com a música brasileira. O nome Txaimus foi inspirado de um álbum de Milton Nascimento (Txai). A palavra Txai significa: mais do que companheiro, a outra metade de mim, nalíngua dos índios da Tribo Kaxinawá, do Acre e MUS de música formando a palavra Txaimus que muito se assemelha com o nome do instrumento Chime que é de origem asiática mas mais difundido na América do Norte. O sentimento os componentes deste grupo tem tudo a ver com o significado desta palavra. O Txaimus é grupo onde o companheirismo é indispensável pois dependemos um do outro para que se possa realizar o trabalho.
F.M: De onde partiu a idéia para criar um conjunto de chimes?
J.C: Existe uma disciplina no curso de música chamada prática de conjunto onde uma das é feita com os chimes.O professor começou a ter “problemas”, pois os alunos de prática não queriam deixar o grupo que acabou sendo fixo. Como prática de conjunto o grupo de chimes tem mais de 10 anos, como Txaimus desde 2006.
F.M: Por ser um projeto tão inovador, o público reage de alguma maneira diferente? Mais positiva?
J.C: É muito interessante a reação dos ouvintes. Primeiro por não conhecer o instrumento e depois com a sonoridade que é produzida. Por ter um som delicado, as pessoas ficam emocionadas em ouvir canções como Garota de Ipanema ou Saudades d’ocê nestes instrumentos. Uma característica do grupo é também misturar timbres e performances, então nas apresentações pode ser ouvido chimes com acordeom, com escaleta, violãoentre outros como a percussão já faz parte do contexto do grupo.Também acrescentamosdanças e outras idéias que vão surgindo na elaboração do show. Tudo isso torna uma apresentação diferenciada e a atenção e reação do público é a melhor possível.
F.M: Os gêneros musicais utilizados pelo Txaimus são bem variados, e tem uma forte valorização da cultura regional. Como vocês selecionam esses gêneros para combiná-los?
J.C: A proposta do grupo é trabalhar música brasileira e de preferência de compositores pernambucanos. Os arranjos são feito pelos próprios componentes e é o que faz o grupo ser tão especial.
F.M: Txaimus sem dúvida alguma deve chamar mais atenção por ser diferente do comum, porém não há tanta divulgação em torno do projeto. O que foi, está e pensa em ser feito para divulgar essa expressão tão particular de vocês?
J.C: Temos nos empenhado o máximo para divulgarmos o Txaimus. Mas o processo é complicado. Hoje contamos com um DVD que foi gravado no Museu do Homem do Nordeste, um site que está sendo melhorado, um blog que administro, o público. Basicamente isso. Acredito que a internet ainda é o nosso maior canal de divulgação.
Txaimus em meio a apresentação em Igreja.
F.M: Toda arte tem sua importância, a Música dentro da arte em geral é mais libertadora e mais expressiva por ser facilmente identificada nos quatro cantos do mundo. Como os integrantes de um projeto tão interessante e diferente que é o Txaimus se dedicam em suas atividades com o grupo?
J.C: Dividindo-nos em muitas partes. Todos são profissionais de música e tem seus empregos outros ainda fazem parte da Universidade concluindoa graduação ou pós então tempo é um dos nos nossos maiores inimigos. Temos apenas um ensaio por semana o que ajuda mais não é o ideal.
F.M: Quanto o Txaimus está presente na rotina de seus integrantes se tratando de ensaios eapresentações?
J.C: Bem, ensaiamos uma vez por semana e nossas apresentações dependem muito de momentos e de disponibilidade dos integrantes. Como disse antes, todos têm atividades e conciliar 16 agendas é complicado. Sempre alguém tá fazendo algum “sacrifício”.
F.M: Profissionais, alunos, amantes da música ou ambos? Como são definidos os integrantes do Txaimus?
J.C: Todos são profissionais de música. Educadores, instrumentistas, regentes são alguns dos perfis.
F.M: E o grupo Txaimus, é considerado um grupo profissional?
J.C: Por se tratar de um grupo especializado no que faz, sim.
Flávio Mederios, maestro do grupo.
F.M: Qual a relação entre o Txaimus e o Departamento de Música da UFPE?
J.C: O grupo tem uma ligação por ter surgido nas disciplinas do curso de música através do Professor Flávio Medeiros que é professor na Universidade Federal de Pernambuco nas disciplinas de prática de conjunto, cano coral e educação musical.
F.M: Para que direções os ventos da música já levaram o Txaimus? Já cruzaram ou pensam em cruzar a fronteira nacional?
J.C: O Txaimus já tocou em diversos lugares. Engraçado você perguntar sobre cruzar fronteiras, o grupo ficou mais conhecido depois de termos feito uma temporada na França. Já fizemos alguns estados do nordeste e interior de Pernambuco. Tocamos mais no Recife e regiãometropolitana. Estamos no programando para entrar no circuito sul/sudeste.
F.M: Há patrocínio financeiro ou apoio cultural para o projeto do Txaimus?
J.C: Não. Todos os gastos são bancados pelos integrantes do grupo. Infelizmente não conseguimos contatos que nos possibilitassem este apoio. O que é uma pena. É um grupo inédito que faz um trabalho singular e original.
F.M: Como integrante do grupo, quando você fala sobre o Txaimus o que vem em sua cabeça ao saber que faz parte de algo tão importante para a cultura de Pernambuco?
J.C: No período em que você combinou de fazer a entrevista estávamos nos preparando para um concerto e é complicado porque temos muitos aparatos para organizar. Se esquecermos alguma coisa compromete a apresentação, então eu estava muito agitado por conta da responsabilidade. E posso respondê-lo com esta palavra, “responsabilidade”! Sei que tenho uma responsabilidade em divulgar a verdadeira música brasileira com compromisso e verdade, para o meu estado que tem um berço cultural imenso, para com o meu país tão rico em sons e possibilidades e para o mundo mostrando a música brasileira.
F.M: Muito obrigado por conceder essa oportunidade Júlio, é mais que um presente realizar essa entrevista sobre o Txaimus.
J.C: Foi igualmente um prazer Fernando.
Para finalizar, confira uma apresentação do grupo no vídeo abaixo:
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Dez lentes de fotógrafos distintos passeiam por Olinda registrando o cotidiano da cidade alta e além dela, obtendo como resultado a exposição fotográfica coletiva “Olinda, Patrimônio Cotidiano”. Lançada no dia 16 de agosto, na semana comemorativa do Dia do Patrimônio, a iniciativa é uma realização do ICEI (Instituto Cooperação Econômica Internacional) e IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).
Foto "Entre Becos": Alexei Joseph
A exposição terá duração de dois meses, contando ainda com duas oficinas de fotografia artesanal oferecidas aos jovens das escolas públicas de Olinda sob o título de “Patrimônio Cultural, o que isso tem a ver comigo?”, ministradas pelo fotógrafo e professor universitário Mateus Sá. O objetivo é provocar nos adolescentes o sentimento de descoberta, reconhecimento e interpretação do tema através desta técnica que utiliza câmeras semidescartáveis.
O resultado das oficinas será exibido ao público no dia 9 de setembro, quando a Casa do Patrimônio será inaugurada, culminando num encontro de gerações, onde as imagens captadas pelos alunos serão mescladas ao trabalho imagético anterior, composto pelos fotógrafos Alexei Joseph, Costa Neto, Daniel Doval, Emiliano Dantas, Laila Santana, Luca Barreto, Mateus Sá, Roberto Rômulo, Renato Titi e Vládia Lima.
LOCAL
Casa do Patrimônio de Olinda - Rua do Amparo, 59, Amparo DATA E HORÁRIO
16/08 a 30/10 de 2011 das 9h às 17h PREÇO
Gratuito INFORMAÇÕES
(81) 3493.9900 (ICEI Olinda)
O PoisonExpress estará presente no evento para realizar postagens sobre, contamos com a participação do público leitor do blog, apoiamos essa iniciativa!
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O Dia Intenacional da Cerveja comemorado em 5 de Agosto foi inventado em 2007 em Santa Cruz na Califórnia. Desde a sua criação, o Dia Internacional da Cerveja cresceu de um evento pequeno, localizado em uma celebração mundial abrangendo 139 cidades , 23 países e seis continentes.
Marcas de diferentes Cervejas de todo o mundo.
Especificamente, o Dia Internacional da Cerveja tem três finalidades declaradas:
Estar com amigos para saborear a cerveja
Celebrar com um baita porre
Ter o sentido de união mundial com outros comemoradores com cervejas de todas as nações e culturas.
Dia Internacional da Cerveja começou como uma celebração no bar dos fundadores local, mas desde então se expandiu para se tornar um evento mundial. Celebrações estão planejadas durante todo os Estados Unidos, bem como na Austrália, Belarus, Brasil, Canadá, Costa Rica, França, Alemanha, Gana, Grã-Bretanha, Grécia, Índia, Israel, Malásia, México, Nova Zelândia, Noruega, Filipinas, Romênia , Eslovénia, África do Sul, Turquia e Venezuela.
Formas populares de Eventos Dia Internacional da Cerveja incluem:. Tapping de cervejas novas ou raras, todos os dias happy hours, os voos da cerveja, noites trivia, bebedeiras e outros jogos (como o pong da cerveja), cerveja / food, engrenagem de cerveja, sorteios e brindes.
E então??? Vamos celebrar esse dia nessa Sexta-Feira???
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Talvez o edifício mais belo do tombado Patrimônio do Sítio histórico, artístico e cultural do Recife Antigo, O Conjunto Chanteclair, seja o que mais sofreu com o tempo e com a má conservação da população da cidade e dos órgãos responsáveis por mantê-lo "vivo".
O Estado de abandono impressiona quem passa pelo local seja habitante da cidade do Recife ou Turista, mesmo estando num grande centro turístico e ao lado da Igreja da Madre de Deus e o do Shopping Paço alfândega o edifício ficou esquecido por anos com suas obras paralisadas.
O Conjunto Chanteclair é formado por seis imóveis conjugados e desde 2001 foi assinado convênio para restaurar o prédio. A obra chegou a ser iniciada, mas foi paralisada em 2004, com pouco mais de 15% do serviço realizado.
Localização do Chanteclair no bairro do Recife Antigo.
Com a decisão da nova direção do Shopping Paço Alfândega em retomar as obras do Edifício Chanteclair, no projeto prevê que será um grande centro cultural com sete salas de cinema e restaurantes. A nova direção do shopping também estuda a possibilidade na mudança do seu perfil de empreendimento, que pode vir a abrigar lojas de departamento, acreditando que assim irá atender melhor aos usuários e com isso, aumentar o volume de comércio.
Projeto da fachada do complexo restaurado.
Cinemas em sua área interna.
Café/Concerto uma das idéias a serem implantadas no projeto do conjunto.
Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro também conhecida como Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro, fica localizada no coração financeiro da cidade do Rio de Janeiro, faz parte do roteiro cultural.
O projeto da é de autoria do arquiteto modernista Edgar Oliveira da Fonseca, com coordenação de Monsenhor Ivo Antônio Calliari., cujo projeto em forma de cone (pirâmide), tem 106 metros de diâmetro na base e 96 metros de altura. Sua porta principal é decorada com 48 baixo-relevos de bronze, com o tema da Fé.
Inaugurada em 1976, Com capacidade para abrigar 20 mil fiéis, A parte interna conta com vitrais de 60 metros de altura rasgados nas paredes até à cúpula, proporcionando à igreja uma belíssima iluminação natural.
No dia 20 de janeiro de 1964, foi feito o lançamento da pedra fundamental do novo edifício da Catedral de São Sebastião, em terreno doado pela prefeitura, na avenida Chile, o Projeto não havia sido aprovado ainda.
Em dezembro de 1964, o Governo do Estado da Guanabara aprova o projeto de construção da Catedral de São Sebastião na esplanada de Santo Antônio e mais tarde o projeto foi modificado, por exigência do próprio Governo.
A foto abaixo é de um acervo particular, no dia do lançamento da pedra.
Lançamento da pedra fundamental.
Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro ganhou nova iluminação multicolorida após um rápido restauro em sua estrutura, Sistema com 91 projetores de LED tem possibilidade de 2 mil cores diferentes. A Iluminação foi inaugurada em Outubro de 2010.
No subsolo há o Museu de Arte Sacra, com destaque para a fonte usada para batizar os príncipes da Familia Real, a estátua de N.S. do Rosário, o trono de D.Pedro II e a Rosa de Ouro concedida à Princesa Isabel pelo Papa Leão XIII celebrando sua assinatura do Ato de Abolição da Escravatura no Brasil.
Além de sua estrutura imponente e sua importância seja religiosa, cultural, ou arquitetônica, essa obra contempla a Cidade Maravilhosa e convida à todos que visitam a cidade para conhece-la, e assim o Blog PoisonExpress encerra essa lembrança a esse monumento imponente da arquitetura moderna no Brasil.
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As tribos de Munducurucânia eram as mais prósperas dos índios. Venciam todas as guerras, as pescas eram ótimas, os peixes, os melhores, e a doença era rara. Tudo isso por causo de um curumim , que há alguns anos nascera naquela tribo. Ele era o mais protegido de todos. Nas pescas era acompanhado por muitos - os pescadores desviavam dos rios as piranhas, jacarés ou qualquer outro perigo. Mas, certo dia, toda a segurança foi embora: o Gênio do Mal apareceu em forma de cascavel e feriu o garoto. A tribo entrou em lamentação e em desespero. Tupã, o Deus dos índios, atendeu a todo aquele lamento e disse :
"Tirem os olhos do curumim e plantem-no na terra firme, reguem-no com lágrimas durante 4 luas e ali nascerá a "planta da vida", ela dará força aos jovens e revigorará os velhos." Disse Tupã.
Os pajés não duvidaram, arrancaram e plantaram os olhos do curumim e regaram com lágrimas durante quatro luas. Nasceu ali uma nova planta, travessa como as crianças, com hastes escuras e sulcadas como os músculos dos guerreiros da tribo. E quando ela frutificou, seus frutos de negro azeviche, envoltos de um arilo branco com duas cápsulas de cor vermelho-vivas. Diziam os índios: - É a multiplicação dos olhos do príncipe! E o fruto trouxe progresso da tribo. Ajudou os velhos e deu mais força aos guerreiros.
E assim surgiu a Lenda do Guaraná, que desde sempre tentou explicar sua semelhança com um olho humano e suas propriedades energéticas que só fazem bem à saúde.
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Em homenagem ao santo, acendem-se fogueiras, erguem-se mastros com sua bandeira e queimam-se fogos; porém, a noite de 29 de junho não é tão empolgante quanto a animação verificada na festa de São João.
Também se fazem procissões terrestres, organizadas pelas viúvas, e fluviais, pois, como vimos, São Pedro é o protetor dos pescadores e das viúvas. Em várias regiões do Brasil, a brincadeira mais comum na festa é a do pau-de-sebo.
Embora São Paulo também seja homenageado em 29 de junho, ele não é figura de destaque nas festividades desse mês.
Devido as comemorações do Dia de São Pedro e São Paulo, O Papa Bento XVI tuitou na tarde desta terça-feira pela primeira vez. Pelo microblog, o Papa anunciou o lançamento do site News.va, com notícias diárias do Vaticano.
"Queridos amigos, acabo de lançar o www.news.va. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Com minhas orações e minhas bênçãos", escreveu em inglês.
Acompanhado da notícia, na capa do site News.va, o Papa aparece sentado enquanto usa o aplicativo do Twitter para iPad.
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“Amai-vos uns aos outros: basta de homofobia! – 10 anos da Lei Estadual 10.948/01”
É o tema dessa edição da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, que será no dia 26 de junho, na Avenida Paulista. A maior parada gay do mundo comemora os 10 anos da lei que criminaliza a homofobia no estado de São Paulo e questiona os religiosos fundamentalistas que lutam contra os direitos dos homossexuais no país.
Mesmo com a forte chuva, não há desanimo na Avenida Paulista por parte dos participantes.
Parada Gay na avenida Paulista na 14ª Edição do evento em 2010.
AParada Gay, cujo nome oficial é Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais), acontece naAvenida Paulistae a cidade fica praticamente interditada durante sua realização. A festa, que possui como objetivo principal a reinvidicação dos direitos do coletivo, também organiza debates, seminários, shows e palestras sobre o assunto. A cada ano, possui um tema diferente.
O objetivo dos organizadores é questionar a moral religiosa conservadora, que vem se reafirmando como uma das principais oposições ao avanço da cidadania e dos direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) no Brasil e no mundo. O lema também celebra a primeira década da lei paulista anti-homofobia e destaca a necessidade de ampliação da conquista para o nível federal.
“A ideia é tocar no ponto das Igrejas de uma forma abrangente, universal. Ao dizermos “amai-vos uns aos outros” estamos protestando pela igualdade social entre todos os homens, com um apelo fraterno. Soma-se a isso a valorização e a prática dos direitos humanos”, explica Ideraldo Beltrame, presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT), entidade responsável pela organização do evento.
Esta é a sexta vez consecutiva que o tema do Mês do Orgulho LGBT de São Paulo aborda o problema da homofobia. Desde que o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006 foi apresentado pela então deputada federal Iara Bernardi (PT-SP), o movimento LGBT tem tratado a criminalização da homofobia no âmbito nacional como sua principal reivindicação.
O tema do 15º Mês do Orgulho LGBT de São Paulo também faz referência aos 10 anos da Lei Estadual 10.948/01 – de autoria do ex-deputado Renato Simões (PT) e sancionada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) – que penaliza indivíduos, organizações e empresas públicas ou privadas que praticam a discriminação contra LGBT. A lei proíbe atos de violência, constrangimento e intimidação em razão da orientação sexual, incluindo a vedação de ingresso a locais abertos ao público, seleção e sobretaxa de atendimento em comércio e a inibição da livre expressão e manifestação de homoafetividade.
“Vamos destacar a importância da apropriação da lei por parte da população LGBT. O Legislativo paulista cumpriu a sua parte, mas depende da gente fazer valer nossos direitos”, diz Beltrame.
Para a escolha do tema, estiveram presentes membros da APOGLBT, representantes da Coordenadoria de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo e do programa federal Brasil Sem Homofobia. A reunião ocorreu entre o período da manhã e tarde do último sábado (5), na sede da entidade, e foram consideradas todas as demandas atuais discutidas pelas diversas instâncias da militância LGBT.
Parada de 2009 em frente ao Museu MASP, na Avenida Paulista.
O Mês do Orgulho LGBT de São Paulo é o calendário anual de atividades sócio-politico-culturais promovido pela APOGLBT a fim de defender a cidadania e direitos humanos da população LGBT, assim como educar a sociedade para o fim da discriminação e preconceito. Nos últimos anos, os temas abordados foram “Vote contra a homofobia : defenda a cidadania!” (2010), “Sem homofobia, mais cidadania – Pela isonomia de direitos! (2009), “Homofobia mata! Por um Estado Laico de fato!” (2008), “Por um mundo sem machismo, racismo e homofobia”!” (2007) e “Homofobia é crime! Direitos sexuais são direitos humanos” (2006).
Além da 15ª Parada do Orgulho LGBT, em 2011 é realizada a 9ª edição do Ciclo de Debates, a 11ª Feira Cultural LGBT, o 11º Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade e o 11º Gay Day.
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As Tradições e os costumes ligados as festas juninas despertam o interesse de pessoas do mundo inteiro na cultura brasileira, mais precisamente no Nordeste brasileiro, a tradição se mantêm viva e vai além de um simples feriado ou data comemorativa, é pura cultura! Para entender melhor esse festejo, vamos falar dos símbolos da festa, aqueles que todos olham e identificam como da festa junina.
Fogueira: Com uma história antiga a fogueira se manteve presente nos dias atuais em meio as comemorações dos santos Juninos.
Fogueira queimando.
De origem europeia, as fogueiras juninas fazem parte da antiga tradição pagã de celebrar o solstício de verão. Assim como a cristianização da árvore pagã "sempre verde" em árvore de natal, a fogueira do dia de "Midsummer" (25 de dezembro) tornou-se, pouco a pouco na Idade Média, um atributo da festa de São João Batista, o santo celebrado nesse mesmo dia. Ainda hoje, a fogueira de São João é o traço comum que une todas as festas de São João europeias (da Estônia a Portugal, da Finlândia à França). Uma lenda católica cristianizando a fogueira pagã estival afirma que o antigo costume de acender fogueiras no começo do verão europeu tinha suas raízes em um acordo feito pelas primas Maria e Isabel. Para avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista e assim ter seu auxílio após o parto, Isabel teria de acender uma fogueira sobre um monte.
Balões e Fogos de Artifício
Fogos festejando a data junina.
O uso de balões e fogos de artifício durante o São João no Brasil, está relacionado com o tradicional uso da fogueira junina e seus efeitos visuais. Este costume foi trazido pelos portugueses para o Brasil, e ele se mantém em ambos lados do Atlântico, sendo que é na cidade do Porto, em Portugal, onde mais se evidência. Fogos de artifício manuseados por pessoas privadas e espetáculos pirotécnicos organizados por associações ou municipalidades tornaram-se uma parte essencial da festa no Nordeste, em outras partes do Brasil e em Portugal. Os fogos de artifício, segundo a tradição popular, servem para despertar São João Batista. Em Portugal, pequenos papéis são atados no balão com desejos e pedidos. Os balões serviam para avisar que a festa iria começar; eram soltos de cinco a sete balões para se identificar o início da festança. Os balões, no entanto, constituem atualmente uma prática proibida por lei em muitos locais, devido ao risco de incêndio.
Fogos em maio ao arraial.
Durante todo o mês de junho é comum, principalmente entre as crianças, soltar bombas, conhecidas por nomes como traque, chilene, cordão, cabeção-de-negro, cartucho, treme-terra,rojão, buscapé, cobrinha, espadas-de-fogo.
Mastro de São João O mastro de São João, conhecido em Portugal também como o mastro dos Santos Populares, é erguido durante a festa junina para celebrar os três santos ligados a essa festa. No Brasil, no topo de cada mastro são amarradas em geral três bandeirinhas simbolizando os santos. Tendo hoje em dia uma significação cristã bastante enraizada e sendo, entre os costumes de São João, um dos mais marcadamente católico, o levantamento do mastro tem sua origem, no entanto, no costume pagão de levantar o "mastro de maio", ou a árvore de maio, costume ainda hoje vivo em algumas partes da Europa.
Mastro-Pau-de-Sebo.
Além de sua cristianização profunda em Portugal e no Brasil, é interessante notar que o levantamento do mastro de maio em Portugal é também erguido em junho e a celebrar as festas desse mês — o mesmo fenômeno também ocorrendo na Suécia, onde o mastro de maio, "majstången", de origem primaveril, passou a ser erguido durante as festas estivais de junho, "Midsommarafton". O fato de suspender milhos e laranjas ao mastro de São João parece ser um vestígio de práticas pagãs similares em torno do mastro de maio. Em Lóriga a tradição do Cambeiro é celebrada em Janeiro.
Hoje em dia, um rico simbolismo católico popular está ligado aos procedimentos envolvendo o levantamento do mastro e os seus enfeites.
Mastro decorado.
Quadrilha A quadrilha brasileira tem o seu nome de uma dança de salão francesa para quatro pares, a "quadrille", em voga na França entre o início do século XIX e a Primeira Guerra Mundial. A "quadrille" francesa, por sua parte, já era um desenvolvimento da "contredanse", popular nos meios aristocráticos franceses do século XVIII. A "contredanse" se desenvolveu a partir de uma dança inglesa de origem campesina, surgida provavelmente por volta do século XIII, e que se popularizara em toda a Europa na primeira metade do século XVIII.
Quadrilha Junina.
Ao longo do século XIX, a quadrilha se popularizou no Brasil e se fundiu com danças brasileiras pré-existentes e teve subsequentes evoluções (entre elas o aumento do número de pares e o abandono de passos e ritmos franceses). Ainda que inicialmente adotada pela elite urbana brasileira, esta é uma dança que teve o seu maior florescimento no Brasil rural (daí o vestuário campesino), e se tornou uma dança própria dos festejos juninos, principalmente no Nordeste. A partir de então, a quadrilha, nunca deixando de ser um fenômeno popular e rural, também recebeu a influência do movimento nacionalista e da sistematização dos costumes nacionais pelos estudos folclóricos.
Quadrilha em apresentação
No entanto, hoje em dia, essa artificialidade rural é vista pelos foliões como uma atitude lúdica, teatral e festiva, mais do que como a expressão de um ideal folclórico, nacionalista ou acadêmico qualquer. Seja como for, é correto afirmar que a quadrilha deve a sua sobrevivência urbana na segunda metade do século XX e o grande sucesso popular atual aos cuidados meticulosos de associações e clubes juninos da classe média e ao trabalho educativo de conservação e prática feito pelos estabelecimentos do ensino primário e secundário, mais do que à prática campesina real, ainda que vivaz, porém quase sempre desprezada pela cultura citadina.
Quadrilha estilizada.
Em geral, para a prática da dança é importante a presença de um mestre "marcante" ou "marcador", pois é quem determina as figurações diversas que os dançadores devem desenvolver. Termos de origem francesa são ainda utilizados por alguns mestres para cadenciar a dança.
Quadrilha Caipira.
Esses foram alguns dos mais importantes símbolos do São João. Em breve mais postagens sobre a Data.
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