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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A (In)Esperada Contradição dos Universitários de Comunicação em preparação para Exames

            Como a falta do treinamento de leitura e escrita prejudicou os estudantes universitários da área de Humanas, e pôs em teste a falta de habilidade com a língua portuguesa comparada com a excelente competência dos estudantes da área de Exatas. Assim é resumido o fato que surpreendeu todos do Núcleo Brasileiro de Estágio (NUBE) quando foi realizada, uma pesquisa com dez mil candidatos a vagas, que incluía um ditado ortográfico composto por 30 palavras das quais só poderia haver uma margem de erro equivalente a 20% ou seja, seis palavras. Os Estudantes do curso de exatas tiveram resultado superior aos de humanas, os engenheiros obtiveram a melhor avaliação e 87,5% conseguiram passar nos testes. Na outra ponta, 65,3% dos alunos de comunicação foram reprovados. Universitários de pedagogia não ficam muito atrás com 68,7% desclassificados.

Para comentar o assunto, o bacharel em Direito, Fernando Sales, demonstrou sua opinião quanto ao tema polêmico: “Tenho observado que uma boa parte dos universitários de hoje, sofrem de uma ‘doença’ crônica chamada pelos Técnicos em Educação, de ANALFABETISMO FUNCIONAL. Trata-se da incapacidade que uma pessoa tem, de interpretar textos lidos completamente ou parte deles. A falta do hábito (ou a ausência total) de leitura é a grande vilã do problema”.
     Completando o pensamento, Fernando segue com sua explicação, “Alunos que almejam cursos de algumas áreas da vida acadêmica, parece se preparar melhor do que outros alunos postulantes a vagas de outros cursos. Não é incomum, perceber que a intenção de alguns alunos, é a de fazer parte de cursos superiores considerados “fáceis”, se comparados com outros; daí, a não preocupação com a preparação para o processo seletivo”.
    O Bacharel conclui seu comentário trazendo uma idéia de solução para o problema apresentado, “Acredito que a solução para o problema, possa residir em uma modificação completa da forma de ministrar o processo seletivo. Se todas as provas de um vestibular fossem aplicadas sob a forma de redação, versando sobre matérias ou temas exaustivamente vistos ou revistos durante o período escolar, obteríamos vários resultados simultaneamente. Entre eles, uma seleção rigorosíssima de candidatos, efetivamente aptos para o ingresso no meio universitário, sem surpresas desagradáveis, no que tange à comunicação escrita e por que não dizer, também à verbal”.

Os candidatos de ensino médio já apresentam uma porcentagem pequena de aprovação. Somente 40,4% passam para as próximas fases. Não é de se estranhar chegarem no ensino superior com essa defasagem”, comenta a coordenadora de recrutamento e seleção do NUBE, Natália Caroline Varga. Ou seja, qual seria o grande erro no sistema do ensino brasileiro, há falha quanto ao que é ensinado nas escolas e mantido no mundo acadêmico ou simplesmente o pouco interesse que havia em sua própria língua está sendo cada vez mais perdido, quando temos um mundo globalizado oferecendo oportunidades com línguas estrangeiras?
Seja lá como for: leitura, escrita, gramática e ortografia, estarão presentes na vida de todos, seja lá com qual for seu idioma e área profissional a ser seguida. 

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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Ministério Público determina suspensão de cobrança de estacionamento nos shoppings da cidade do Recife

Enfim aprovada a Lei do estacionamento em Shopping! A lei do estacionamento em Shoppings, já está vigorando. "Lei Gratuidade de Estacionamento"Lei Estadual nº 1209/2004. É necessário que o valor da compra no shopping onde vc estacionou seja10 vezes maior que o valor do estacionamento. ExemploSe o valor do estacionamento é de R$3,00 e vc gastou R$ 30,00 no shopping, com qualquer coisa, alimentação, roupa, ... Peça o cupom fiscal e apresente ao caixa do estacionamento. Eles terão que carimbar e validar o Ticket, sem você precisar gastar nada mais.


Devido ao furor causado pela Lei, e o não cumprimento dessa, O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) enviou hoje uma recomendação aos cinco shoppings centers do Recife determinando a suspensão da cobrança de estacionamento. Os estabelecimentos terão 15 dias para se adequar à norma. Após esse prazo, estarão sujeitos ao pagamento de multa no valor de R$ 1 mil por cada cobrança efetuada. Em caso de reincidência, a penalidade dobra de valor.


De acordo com o promotor de Justiça de Defesa do Consumidor do Recife, Ricardo Coelho, os Shoppings Boa Vista, Paço Alfândega, Plaza Casa Forte, Tacaruna e Recife devem cumprir a Lei Municipal n° 17.657/2010, que está em vigor desde Dezembro de 2010 e proíbe a cobrança do serviço em estabelecimentos que necessitem de licença da prefeitura para funcionar.


Em 2005, a Câmara de Vereadores do Recife aprovou a Lei 17.136, que previa isenção do estacionamento nos centros de compras quando o cliente gastasse pelo menos dez vezes o valor da taxa de estacionamento cobrada. Os Shoppings Recife, Plaza Casa Forte, Tacaruna e Boa Vista vêm lutando judicialmente contra a constitucionalidade de tal lei que, até então estava suspensa.


Cabe agora aos estacionamentos dos Shoppings da cidade do Recife cumprirem a Lei que deve ser cobrada tanto pelo Município e Estado, como também por seus clientes.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

XV CinePE - 4º Dia: Devido às fortes Chuvas, os atrasos imperam no evento

Com a forte tempestade que pairou sobre a Capital Pernambucana, nessa tarde e noite do dia 03 de Maio, não houve pontualidade no evento.

A Programação do dia foi:

Mostra Competitiva de Curta-Metragens Digitais:

“   "Ovos de Dinossauro na Sala de Estar"Direção: Rafael Urban, Vindo do Paraná o curta trás a história de Ragnhild Borgomanero, 77 anos, estudou fotografia digital e fez curso de Photoshop e Premiere para manter viva a memória de seu falecido esposo, Guido, com quem reuniu a maior coleção particular de fósseis da América Latina”.

   "“Traz Outro Amigo Também”"Direção: Frederico Cabral, Representante do Rio Grande do Sul, Como encontrar uma pessoa desaparecida que só existe na imaginação de alguém? Esse é o dilema de Samuel, um detetive particular. Ao ser contratado por Artur, um homem que foi orientado por seu psiquiatra a resgatar as memórias de infância, Samuel recebe a ajuda de seu sobrinho para solucionar o mistério.


Mostra Competitiva de Longas-Metragem:


   "Vamos Fazer um Brinde"Direção: Cavi Borges e Sabrina Rosa, Longa Carioca, Um grupo de velhas amigas se reúne para celebrar a passagem de ano na casa de uma delas. Durante a festa, seus dramas, conflitos e alegrias vêm à tona. O filme se passa em uma noite de Réveillon. No apartamento, seis amigas e um amigo gay, que se reencontram para passar a virada juntos na casa de uma delas. Nesse dia, eles relembram acontecimentos de sua infância que foi passada nos anos oitenta. É nesse momento que vêm à tona antigos e recentes problemas fazendo com que percebam que o tempo passou, eles amadureceram, se tornaram adultos, criaram sua independência e cada um passou a encarar a sua vida de forma diferente, mas os laços de amizade que sempre os uniu se mantém muito forte. Muito bem recebido pelo público o longa trouxe diversão e muito olhar curioso voltado a telona.


Mostra Competitiva de Curta-Metragens em 35 MM:


   "Náufragos"Direção: Gabriel Amaral Almeida e Matheus Rocha, de São Paulo, o curta fala da confusão na cabeça de Odete tenta adivinhar onde o marido teria se escondido. Mas não há esconderijo. Um dos melhores curtas em relação à seleção de cenários e Luz.


Mostra Competitiva de Longas-Metragem:


   "JMB, O Famigerado"Direção: Luci Alcântara, Pernambuco, Jomard Muniz de Britto, O tropicalista é o foco do longa metragem documentário que traz depoimentos de amigos, alunos e companheiros do pernambucano. Entre os entrevistados estão Caetano Veloso, Paulo Bruscky, Marco Polo, Alceu Valença, Chico César e Gilberto Gil. interessante e bem aplaudido pela platéia o longa promete concorrer ao premio.




Em Breve Mais postagens sobre a XV Edição do CinePE 2011.

terça-feira, 3 de maio de 2011

XV CinePE - 3º Dia: Programação muito especial em um dia bastante agradável do festival

Com um público bastante reduzido devido às chuvas que vem atingindo a capital Pernambucana nos últimos dias, o 3º dia do festival continuou com seu entusiasmo.
O Dia começa um pouco corrido devido ao atraso provocado pelas chuvas, e assim logo iniciam a programação:

Mostra Competitiva de Curtas-Metragens Digitais:

   "A Casa da Vó Neyde"Direção: Caio Cavechini, Documentário de São Paulo, impactou o publico com sua história real e comovente, que fez todos refletirem por alguns instantes sobre como a vida pode ser frágil mesmo nos ambientes familiares mais sólidos. Quando um dos filhos da Vó Neyde se envolve com o crack, levando sua família aos poucos ao distanciamento, e assim a vó neyde teve de aprender a ver sua casa vazia já que sempre foi ponto de encontro de toda a familia, agora é apenas lugar de tristes lembranças. Muito bem recebido pelo público, esse curta emocionante e muito bem editado abriu o 3º dia de maneira belíssima.
   "As Aventuras de Paulo Bruscky"Direção: Gabriel Mascaro, Documentário Pernambucano, muito bem idealizado e produzido, vencendo preconceitos em relação ao trabalho digital desempenhado no preparo do curta engraçado, triste, alegre, louco o registro de Paulo Bruscky no Second Life, foi mesmo uma das surpresas da noite!


Mostra Competitiva de Longas-Metragens:


   "“Casa 9"Direção: Luiz Carlos Lacerda, o que mais chamou a atenção do publico nesse curta Carioca, foi a identidade nele posta que facilmente foi reconhecido por todos, quando trouxe à tona a ideia de produção reprimida pela ditadura militar, logo todos se depararam com a história da casa 9, casa de Jards Macalé, que além de livre para produção, abrigava também seus frequentadores artistas que chamavam a atenção da vila e dos moradores da localidade, Nelson Pereira dos Santos; Lenine, Sônia Braga, Clarice Lispector; Torquato Neto; Wally Salomão; Gal Costa; Gilberto Gil e Garrincha eram alguns de seus frequentadores.


O Ator Chico Diaz foi o grande homenageado da noite.




Logo após começaram as homenagens:


Homenagem Institucional: Revista do Cinema Brasileiro, pelos 15 anos de programas de TV
Homenagem Cinematográfica: Zelito Viana, pelos 45 anos de produção e direção
Homenagem Artística: Chico Diaz, pela sua densa filmografia e pela dupla premiação como ator no Cine PE 


Emocionado o ator Chico Diaz recebe o Prêmio e agradece a platéia que o aplaudia exaltadamente, logo em seguida ele segue em direção as cadeiras onde estava sentando (ao meu lado) com Silvia Buarque, nos cumprimenta e segue com sua esposa para o saguão do Centro de Convenções.


Mostra Competitiva de Curtas-Metragens 35 MM:


   "Fábula das Três Avós"Direção: Daniel Turini, Esse Curta Paulista, foi sem dúvida alguma um dos mais bem aplaudidos do festival, seja por sua beleza, seus cenários, sua interpretação, fotografia ou figurino, esse curta mostrou que veio para ser premiado, pois foi muito bem calculado em sua produção, um dos meus favoritos sem dúvida! O enredo dessa história é contada de uma maneira peculiar, pois já começa com a cena em que Natália, fica orfã e esta velando sozinha o corpo da sua mãe, logo, ela é conduzida por um sujeito esquisito para conhecer suas três avós e assim escolher com qual delas ela deve ficar, sendo que ela deve ficar com a que ela realmente goste, o fato é que suas avós não são muito normais, e isso a leva a sentir saudades de sua mãe, que sua ultima avó logo resolve contando uma fábula interessante e educativa sobre atingir seus objetivos.


Mostra Especial Fora de Competição / Longa-Metragem Digital?


   "Augusto Boal e o Teatro do Oprimido"Direção: Zelito Viana, Longa Carioca, O Melhor Longa-Metragem até o momento, pena que não está concorrendo com os demais. A vida desse homem fascinante que foi Augusto Boal e seus projetos teatrais que rodam o mundo, virou tema do longa que fez valer a pena todo esforço necessário para se rodar um filme. Saber mais e aprofundadamente sobre o teatro do Oprimido foi um privilegio que levarei comigo para o resto da vida, muito emocionante, educativo e divertido. O Longa tratou do seu enredo sem fugir do contexto permitindo assim, uma fixação de olhares para a grande tela, e o entusiasmo de todos era percebido, em seguida, o longa foi aclamado pelo público presente.




Esse foi o meu resumo sobre o 3º dia do XV CinePE, continuarei com a cobertura nos demais dias do festival.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

XV CinePE - 2º Dia: Dando continuidade ao evento a noite segue com programação variada

Bom... Dando continuidade as postagens dedicada à cobertura pessoal do CinePE 2011, começo falando do público, que aparentemente não marcou tanta presença como ontem, o primeiro dia do festival, que obteve o maior público da história do evento. hoje cheguei bem mais cedo que ontem, às 17:50, e não havia fila, os portões demoraram para serem abertos e só assim foi liberada a entrada para a pequena fila (comparada ao 1º dia) que se formava.

Antônio Pitanga entrega troféu Calunga à filha - Foto: Andréa Almeida


Durante a abertura, Graça Araújo inicia as apresentações das equipes dos Curta-Metragens que seriam exibidos e pede a plateia para que permaneçam no teatro e prestigiem a homenagem da noite dirigida à, Camila Pitanga, que aconteceria antes do intervalo.

Mostra Competitiva de Curta-Metragens Digitais e 35 MM do 2º dia contou com os filmes:

   "Céu, Inferno e Outras Partes do Corpo"Direção: Rodrigo John, Animação Representante do Rio Grande do Sul, esse curta deixou o público perturbado com cenas que não se encaixavam no dia a dia da maioria, onde um cão protagonista da cena, perde sua Cadela, e passa a viver uma "vida de cão", com cenas fortes e anacrônicas, o público precisou fazer algum esforço a mais para entender aonde o diretor queria chegar, talvez numa relação entre a falta de sentimentalismo das pessoas com a falta de convivência social sofrida pelo cão. Não sou crítico de cinema, mas também não sou hipócrita ao ponto de dizer que entendi por completo o curta, porém está valendo, já que foi selecionado para a mostra de curtas digitais, boa montagem de cenas e cenários.
   "Tempo de Criança"Direção: Wagner Novais, Curta Carioca que mostrou a rotina de uma criança que precisa ser mulher a cada vez que a mãe sai de casa e a deixa no comando de casa. Não entusiasmou a mim a ao público, mas é uma nova tendência de filmagens de Curta-Metragens no Brasil, onde roteiros são criados a partir de fragmentos de histórias reais que ficam pela metade ao fim da história.
   "Braxília"Direção: Danyella Proença, Da própria Brasília, o curta traz a história de vida do poeta, Nicolas Behr, que através de sua visão de mundo, diz não viver sem a paixão que criou em cima da cidade Brasília, e que por um erro gráfico do passado, até hoje procura sua Braxília dentro de Brasília.
   "Cachoeira"Direção: Sérgio José Andrade, Curta Amazonense,primeiramente elogiando a excelente fotografia do curta, fora isso não sei bem o que falar! Sério não estou perseguindo os curtas que foram apresentados no 2º dia, mas muitos não se comparam com os do 1º, claro, preferência pessoal, mas eu acho que os curtas como esse "cachoeira" não falaram muita coisa referente ao seu roteiro, gostaria de conversar com os diretores e poder saber realmente qual a mensagem que foi passada ou que pretendia ser passada, resumindo, curta inspirado em fatos reais que conta a história de um grupo de jovens indígenas do alto Rio Negro, no Amazonas, participa de rituais em que misturam bebidas e fazem um pacto mortal e místico, onde vários integrantes morrem ao ingerirem uma bebida misteriosa.
   "Café Aurora"Direção: Pablo Polo, Mostra Pernambuco, Finalmente um curta que chamou atenção pela sua simplicidade e bom roteiro, que encantou o publico pela sua linguagem através de imagens e movimentos, não apenas auditiva já que não há dialogo falado no curta, que apesar de belo enredo, conta com excelente escolhas de quadros e esquemas de luz. Difícil contar a história de um deficiente auditivo e de uma deficiente visual em um romance simples e sem estereótipos, usando os seus sentidos, ou a falta dele como ponto de ligação entre eles.


Logo após a mostra competitiva de curtas, veio a grande homenagem à Camila Pitanga:

Antes que houvesse o intervalo 
Graça Araújo chamou ao palco a homenageada da noite, Camila Pitanga. "Gostaríamos que o público não deixasse a sala agora, pois o momento é muito especial e nós não queremos perder nenhum de vocês", disse Graça. A Atriz se posiciona no centro do palco e arranca alguns sorrisos de platéia perguntando como se fazer, pois nunca foi antes homenageada e como deveria prosseguir, "e então? Aí eu subo, fico aqui mesmo, e falo de todas as minhas emoções?", disse Camila.Graça Araújo convida ao palco o pai da atriz para entregar-lhe o premio Calunga, tornando assim a premiação mais emocionante ainda, com o encontro do pai e filha no palco, Camila se emocionou enquanto seu pai falou sobre a forte personalidade da filha, demonstrando e exaltando o orgulho que tem da carreira que ela conseguiu construir "com seus próprios pés". Em alguns momentos o pai soltava umas frases fofas, como "poxa filha, como você cresceu, se eu fosse querer ser outra pessoa, seria a Camila Pitanga". Em seguida saiu, novamente, sob aplausos contínuos do público presente, que fez questão de ficar de pé.


Mostra Competitiva de Longas-Metragens:


   "Família Vende Tudo"Direção: Allain Fresnot, Brasil. Primeiro longa exibido no festival, abrindo então a mostra competitiva de Longas-Metragens.Uma família com dificuldades financeiras tem uma brilhante idéia: fazer a filha Lindinha (Marissol Ribeiro) engravidar do famoso cantor Ivan Cláudio (Caco Ciocler) para herdar uma bolada e tirar todos do sufoco. Eles planejam certinho o dia em que a garota deve sair com o astro e passam acompanhar sua agenda de shows. Eles só não contavam com um detalhe: a ciumenta Jennifer (Luana Piovani), mulher de Ivan, que não vai deixar esta história barata. Comédia interessante e super bem aceita no festival, quando a família se vê em meio a dividas e problemas eles pesquisam diversos casos de "golpes da barriga" inspirando-se assim em conquistar dinheiro e fama através de um filho com o cantor que é mulherengo e não está muito preocupado para sua vida em família, enquanto sua mulher e seus dois filhos gemêos, correm atrás dele para reverter essa história e expor na mídia a verdadeira face do cantor, virando assim o tabuleiro, pondo-o na sarjeta e ela no Showbizz.


Assim encerro mais uma postagem sobre o CinePE 2011, amanhã volto com mais uma matéria sobre o Evento.

domingo, 1 de maio de 2011

XV CinePE - 1º Dia: Com muita emoção, o festival tem abertura grandiosa!

Com um público grandioso, a 15º Edição do CinePE, abriu seu festival de maneira brilhante, para se ter noção do tamanho do público, eu cheguei ao local às 18:00, comprei meu ingresso e me dirigi a fila que já dava voltas pelo pavilhão do Centro de Convenções de Pernambuco. Devido ao atraso na abertura dos portões que deveria acontecer as 18:30, passei cerca de 45 minutos a mais na fila esperando para entrar no teatro Guararapes.


O Maior Público participativo dos festivais de cinema do Brasil, assistindo a cerimnia de apresentação, Teatro Guararapes.


Dado o inicio do evento, Sandra Bertini e Alfredo Bertini, fundadores do Festival, surgem em meio a um cenário belssimo em comemoração aos 15 anos de festival e discursam emocionados sobre os antecedentes e a história do CinePe, suas premiações e seus colaboradores e patrocinadores. Graça Araújo entra em cena e começa a cerimônia, apresentando assim os vídeos a serem apresentados no dia, tudo inicia-se com uma homenagem  a Pelé no mundo do cinema com o Média-Metragem "CinePelé" e logo depois à Wagner Moura, que não pode comparecer ao evento por atraso no seu vôo, Pelé recebe e agradece a homenagem, Dizendo: "O CinePE é sem duvida alguma, o "Maracanã" dos festivais de cinema no Brasil". Logo após foi exibido o filme "Uma História de Futebol" de 1998, curta de Paulo Machiline a relembrar a infância do Rei em Bauru.


Wagner Moura, O homenageado da noite no XV CinePE.


Um dos mais emocionantes momentos do evento foi sem dúvida alguma a apresentação do curta "Sons da Esperança", que trata com delicadeza a história de luta e perseverança do maestro Cussy, para formar os músicos e cidadãos no bairro do Coque, ao fim do curta, uma homenagem ao Maestro que morreu no dia 26 de julho de 2010, pouco depois de realizarem as gravações do curta.


Na Mostra Competitiva de Curtas-Metragens Digitais em 35 MM, houve uma sinestesia de emoções, risos, reflexões e momentos de seriedade do público, isso graças ao diferente e maravilhoso material exibido, que variava do fictício a realidade de maneira leve e convidativa.


   "Vou Estraçaiá"Direção: Tiago Leitão, um dos representantes de Pernambuco nessa mostra, foi o primeiro a ser exibido e muito bem recebido pelo público, que gargalhou exaltadamente com a história de brigas nos rings e conflitos gerados pela mídia na vida de Luciano Todo Duro e Reginaldo Holyfield.
   "Muita Calma Nessa Hora", Direção: Frederico, Representante do Rio Grande do Sul, o curta foi bem aceito pelo público e um dos meus preferidos, com leveza e roteiro simples, mostrou um conflito entre um casal que deu show num bar e o cantor ao fundo era ofuscado por todas as situações, até que no fim ele tem seu momento de glória e é aplaudido por ter dado um basta no espetaculo sensacionalista do casal.
   "O Contador de Filmes", Direção: Elinaldo Rodrigues, Curta representande da Paraíba. Particularmente esse curta me tocou pela maneira simples e dedicada que Ivan "Cineminha" encara sua paixão pelo cinema, nunca almejou desempenhar papel de ator, diretor, editou ou qualquer outro relacionado ao cinema, apenas, de Espectador apaixonado, desde sua infância, memorizou dados referentes aos filmes que assistiu, segundo ele cerca de 15 mil filmes, esse curta tem linguagem simples e muito interessante, veio disposto à competir nessa mostra!
   "Janela Molhada", Direção: Marcos Enrique Lopes, esse curta foi de todos o mais Educativo, para quem não conhecia ou conhecia pouco sobre a origem do cinema no Brasil, recomendo o curta. O cinema pernambucano contado pela ultima Atriz viva do cinema mudo do Brasil, Adriana Falangola, retratando também a interessantíssima história dos ciclos regionais do cinema Brasileiro e o trabalhoso processo de recuperação de películas em nitrato.
   "A Casa das Horas", Direção: Heraldo Cavalcanti, Curta Cearense, Pessoalmente o mais aguardado e querido, além também de ser o ultimo apresentado no Primeiro dia do Festival, Com Nicette Bruno no papel de Dona Marta, ela observa com tristeza como a cidade cresceu e esqueceu sua identidade, as pessoas não olham mais o céu, brigadeiros vem em lata, e a cidade não tem mais o cheiro dos jardins quase inexistentes na atualidade. Procurando um refúgio nessa cidade já sem atrativos, busca ouvidos amigos em uma empresa telefonica que presta serviços a uma rede de farmácias, até que um dia ela deixa de ligar, pois a cidade que tanto a sufocava, deixou de ser um problema visível e passou a ser lembrança do passado. Com um texto fabuloso e uma qualidade maravilhosa de edição, esse curta é um dos meus favoritos ao prêmio e um dos que mais me emocionou, se não o mais.


Essa foi minha análise pessoal do 1º dia do CinePE 2011, continuarei com postagens sobre os demais dias do evento.

sábado, 23 de abril de 2011

Torcidas Organizadas: Um Olhar Antropológico sobre essa "Tribo Urbana"

Este Trabalho aqui apresentado é uma versão teórica de uma "VideoArt" criada em base de estudos antropológicos estudados ao longo da disciplina. Trabalho esse apresentado no dia 19/11/2010 no Bloco 'B' da Faculdade Maurício de Nassau. O vídeo será disponibilizado em breve.


Introdução

Este trabalho da disciplina de Antropologia à Cultura Brasileira foi Solicitado pela professora Tatiana Ferraz, Realizado pelos alunos Fernando Monteiro, Evillyn Cavalcanti, Maryna Oliveira e Rute Rebeca do 2º Período de Jornalismo e Radio e TV da Faculdade Mauricio de Nassau. Esse trabalho tem como Tema Central a Tribo Urbana conhecida como “Torcida Organizada” , com esse trabalho realizado em sala de aula e em campo podemos perceber e desmitificar algumas características e impressões que se tem sobre essa determinada micro-sociedade que é considerada também uma tribo urbana, apesar de preconceitos impostos a ela, podemos perceber com clareza como é seu dia-a-dia, seus costumes, sua ordem, e organização, tendo como objetivo disponibilizar e exibir em relatório e Videoart esse trabalho aos alunos da faculdade e aos visitantes do '7º Congresso Brasileiro de Comunicação Social' da Faculdade Maurício de Nassau.


Tribos Urbanas
Torcidas Organizadas


Torcida, é o nome dado ao coletivo de público que assiste às competições esportivas de um clube, time ou seleção. Torcida Organizada é a nomenclatura para a associação de torcedores de um determinado clube esportivo. Seus membros usam roupas e adereços com marcas, logotipos, cores e características próprias de cada torcida, além de possuir bandeiras e hinos.
A Torcida Uniformizada do São Paulo (TUSP) surgiu em 1939 e foi a primeira torcida organizada do Brasil. Em 1940, a TUPS, criada pelo cardeal são-paulino Manoel Raymundo Paes de Almeida, esteve presente na inauguração do estádio do Pacaembu. Em suas comemorações, usavam serpentinas e confetes, confeccionados pelos próprios torcedores. Após o nascimento da TUSP, surgiram outras torcidas organizadas espalhadas por todo o Brasil, como a Camisa 12 (Sport Club Internacional) em 1940, a Charanga do Flamengo (Clube de Regatas do Flamengo) em 1942 e a Torcida Organizada do Vasco da Gama (Clube de Regatas do Vasco da Gama) em 1944.

Escolha do tema


A escolha do tema sobre torcidas organizadas se deu devido à vontade de mostrar um lado desconhecido dessas torcidas. Focando na diversidade que existe dentro delas. Ao ouvir o nome, torcida organizada, imediatamente nos remetemos a cenas de violência e vandalismo. No entanto, é possível observarmos que a paixão, a vibração e o orgulho existentes na maioria das pessoas que freqüentam esse meio conseguem se opor a violência, mostrando a dignidade presente nesta tribo.
É preciso mudar o conceito que as pessoas fazem das torcidas organizadas. A partir do momento em que as torcidas passam a ser vistas como tribos urbanas é possível que o preconceito e a idéia de vandalismo que são associados a elas diminuam, deixando mais leve uma visão que sempre foi dominada por um pensamento radical.

Organizando o Trabalho


O trabalho foi desenvolvido a partir de visitações aos estádios durante os jogos, visitações as cabines de imprensa de rádio e televisão, visitações as sedes de algumas torcidas e acompanhamento das torcidas escolhidas desde a concentração até a dispersão após os jogos. Procuramos registrar as emoções das torcidas a cada minuto sem interferir na espontaneidade do momento.
Foram feitos vídeos e fotos durante os seguintes jogos:



  • Salgueiro x ABC – Série C do Campeonato Brasileiro – 30/10/2010
  • Sport x Bragantino – Série B do Campeonato Brasileiro – 02/11/2010
  • Náutico x Icasa – Série B do Campeonato Brasileiro – 06/11/2010
  • Santa Cruz x Central – Copa Pernambuco – 07/11/2010
  • Sport x Santo André – Série B do Campeonato Brasileiro – 12/11/2010

As torcidas escolhidas foram a Brava Ilha (Sport Club do Recife), Santa Chopp (Santa Cruz Futebol Clube) e a Fanáutico (Clube Náutico Capibaribe). Entramos em contatos com os líderes das respectivas torcidas e alguns membros. Tendo eles, nos acompanhado e nos inserido na torcida para a coleta do material de estudo.
Além do contato direto com as torcidas, foi feito um breve estudo sobre cada uma desde suas origens até os dias atuais.

Conceitos Utilizados

No decorrer do trabalho foram utilizados os seguintes conceitos:

  • Tribos Urbanas
  • Cultura
  • Identidade
  • Cultura Ideal
  • Cultura Real
  • Família
  • Pureza
  • Normas Universais, Alternativas e Especiais

As Tribos Urbanas são constituídas de microgrupos que tem como objetivo principal estabelecer redes de amigos com base em interesses comuns. Apresentam uma conformidade de pensamentos, hábitos e maneiras de se vestir. As torcidas organizadas se inserem no conceito de tribos urbanas pelo fato de seus integrantes se unirem antes, durante e depois dos jogos pelo simples motivo de torcer por um clube em comum. Eles utilizam roupas e bandeiras com símbolos próprios, gírias e hinos referentes ao time.

Cultura são práticas e ações sociais que seguem um padrão determinado no espaço. Refere-se a crenças, comportamentos, valores, instituições, regras morais que permeiam e identificam uma sociedade. É a identidade própria de um grupo humano em um território e num determinado período. O ser humano comum, imerso em sua própria cultura, tende a encarar seus padrões culturais como os mais racionais e mais ajustados a uma boa vida. Quando muito, percebe algo que é inadequado e que “poderia ser de outra forma”. O que permite uma percepção cultural mais intensa é o contato com outras culturas. O futebol faz parte da cultura brasileira, logo, torcer por um time está atrelado a cultura. A torcida faz parte disso tudo, é cultura dentro do sentido de cultura.

Identidade consiste na soma nunca concluída de um aglomerado de signos e influencias que definem o entendimento relacional de determinada entidade, humana ou não-humana, percebida por contraste, ou seja, pela diferença ante as outras, por si ou por outrem. Esta sempre relacionada a idéia de alteridade, ou seja, é necessário existir o outro e seus caracteres para definir por comparação e diferença com os caracteres pelos quais me identifico. O que faz a identidade das organizadas são suas características próprias. Uma dessas características são os hinos cantados durante os jogos. Geralmente eles trazem letras que provocam as torcidas rivais ou que enfatizam o amor pelo clube e pela própria torcida. Um grande exemplo desses hinos é o hino cantado pela Brava Ilha: “Vamos vamos meu leão, vamos vamos a ganhar. Vou aonde você for só pra ver você jogar”.

Cultura Ideal consiste em um conjunto de comportamentos que, embora expressos verbalmente como bons, perfeitos, para o grupo, nem sempre são freqüentemente praticados. Muitas vezes, um individuo, pelo seu egoísmo, pode tomar uma linha de ação diferente, ou os valores não revelados, ocultos, podem levar a comportamentos contraditórios. A cultura ideal seria a perfeita, além, de muitas vezes, do alcance comum. De acordo com essa cultura, o correto seria ir ao estádio torcer sem
violência antes, durante e após o jogo. Algumas torcidas organizadas pregam a não-violência usando faixas e fazendo campanhas na internet.

Cultura Real é aquela em que, concretamente, todos os membros de uma sociedade praticam ou pensam em suas atividades cotidianas. Entretanto, a cultura real não pode ser percebida em sua totalidade, apenas parcialmente e, para isso, é necessário que os estudiosos a ordenem em termos compreensíveis. São comuns as brigas causadas pelas organizadas após os jogos. O resultado das partidas influencia bastante nessa questão. Algumas vezes as brigas ocorrem entre membros da própria torcida. Contrariando assim a cultura ideal.

Família é a unidade básica da sociedade formada por indivíduos com ancestrais em comum ou ligados por laços afetivos. Representa um grupo social primário que influencia e é influenciado por outras pessoas e instituições. Apesar de toda a violência ainda é possível ver famílias acompanhando o jogo no meio das organizadas.

Normas Universais são formas de conduta que se esperam de todos os membros de uma sociedade. Ex: cumprimento de horário, hábitos morais. As torcidas organizadas torcem independente da maneira como fazem. Torcer é um ato que se encaixa nas normas universais.
Normas Especiais são comportamentos próprios de um subgrupo ou classe social. Ex: modelos entre jovens. O simples fato de serem organizadas faz com que essas torcidas sejam normas especiais.
Normas Alternativas são formas de comportamentos diferentes que a cultura considera igualmente válidas. O torcedor pode escolher entre ficar na torcida normal, junto a outros torcedores, ou ficar na torcida organizada.

Pureza Não há nenhum meio de falar da pureza sem pensar na ordem (policia, juízes, leis) quando uma pessoa ou um grupo de pessoas saem da normatividade vivida pela sociedade e ferem o senso comum a população tende a "limpar" as ofensas cometidas punindo os ofensores de várias formas. Ex: aplicando leis constitucionais. É possível perceber o conceito de pureza sendo aplicado as torcidas organizadas no momento em que o amor e a paixão pelo time se transformam em violência gratuita, depredando ônibus e agredindo verbalmente e físicamente os cidadãos, o resultado desses atos são prisões, mortes e o prejuízo dos times.

Breve Resumo sobre as torcidas escolhidas

Brava Ilha

A Brava Ilha é uma torcida do clube pernambucano Sport Club do Recife. Ela surgiu a partir da idéia de dois amigos que buscavam aplicar suas ideologias a alguma torcida. Entre as já existentes nenhuma se adequava, o jeito foi criar uma nova torcida onde eles pudessem por fim colocar suas ideologias em prática.
Em 2007 iniciou-se a elaboração do projeto e a divulgação na internet. Na tarde de sábado do dia 14 de julho de 2007 nasceu a Brava Ilha. No começo poucas pessoas apareciam para se juntar a torcida, com o passar do tempo a divulgação foi surtindo efeito. No primeiro jogo havia apenas uma faixa, duas bandeiras e dois tirantes improvisados. Atualmente a torcida conta com várias bandeirolas e guarda-chuvas, faixas, trapos e dois grandes tirantes que cobrem a saída 03, local onde se fixa a Brava.
Durante a Copa Libertadores da América a torcida chegou ao seu auge. O costume de acompanhar e receber os jogadores no aeroporto rendeu noticia em vários jornais. Especialmente no embarque do Sport para o Chile, onde enfrentaria o Colo-Colo. Utilizando bandeiras e cantando o hino “Vamos vamos meu leão” os componentes da Brava Ilha fizeram com que o nome da torcida fosse conhecido Brasil afora. Uma das faixas mais conhecidas é a que tem os dizeres: “Apoiaremos sempre, exigimos a vitória!” que é estendida durante os treinos pré-clássico.
Apesar de tudo, alguns torcedores insistem em dizer que existe rivalidade entre a Brava Ilha e a Torcida Jovem do Sport. Até hoje nenhum membro confirmou essa suposta rivalidade. Uma das “regras” dessa torcida seria a de não se auto-promover, o que faz com que seus membros evitem qualquer maneira de promover a torcida evitando desde brigas até ingressos oferecidos pelo clube.
A Brava Ilha também desempenha um forte papel social levando faixas de protesto contra inúmeros assuntos, como a faixa com os dizeres “Palestina Livre” contra a guerra na Palestina. Outro protesto já feito foi contra o preço das passagens de ônibus. Nessa questão podemos notar um pouco da cultura ideal.
Os membros não denominam a torcida como uma “torcida organizada”, apesar disso é possível notar a organização que existe ao estender as faixas e bandeiras, delimitar o local onde se estabelecem e torcer sem violência e sem vandalismo.

Fanáutico

A torcida Jovem Fanáutico é uma torcida organizada do Clube Náutico Capibaribe. Foi fundada em 05 de fevereiro de 1984 por Murilo, Mário (falecido), Ricardo, André Gordo e Antônio Carlos, cinco jovens que tinham o intuito de criar uma torcida para que os jovens pudessem apoiar o time a todo momento.
A torcida se localiza atrás de uma das barras, próximo ao placar. Utilizam-se bandeiras, faixas e adereços. Possuem camisas e símbolos próprios estabelecendo assim uma identidade junto aos membros.
O site, totalmente personalizado, reforça a identidade construída com os membros e pessoas que simpatizam com a torcida. Apesar de pregar a não-violência nos estádios, é comum ver a Fanáutico envolvida em brigas com torcidas rivais e por muitas vezes entre membros da própria torcida. Nesse ponto é possível perceber traços da cultura ideal no momento em que se colocam contra a violência, porém, a cultura real é vista quando, ao sair dos estádios, a torcida se envolve em brigas.
Deixando a violência de lado, a Fanáutico realiza ações solidárias como a entrega de presentes para crianças carentes no dia das crianças e recepções as torcidas “aliadas”.

Santa Chopp

A Santa Chopp é uma torcida pernambucana do Santa Cruz Futebol Clube. Surgiu da revolta de três amigos cansados de ver desavenças, brigas e discussões dentro da torcida Inferno Coral. Os estudantes se juntaram numa mesa de bar para pensar num modo de ajudar a demonstrar o grande amor que sentiam pelo time.
Após pensar no nome que dariam, veio a parte mais difícil que era divulgar a torcida pelas emissoras de televisão, rádio e internet. Foi assim que no dia 07 de março de 2009 a torcida Santa Chopp chegava ao estádio do Arruda para mostrar que é possível cantar durante 90 minutos sem cometer nenhum ato de vandalismo.
É na arquibancada inferior bem em cima do escudo símbolo do time que a Santa Chopp se situa. Traz consigo Bandeiras, faixas e uma bateria que canta seus hinos até que o jogo acabe.
Não existe rivalidade entre a Santa Chopp e as demais torcidas do clube, o que existe são as reuniões sempre focadas em promover o time.
Preocupados também com a questão social e com os deveres de cidadãos os integrantes da torcida fazem doações em asilos, orfanatos, e a cada 6 meses doam sangue.
Os sócios encontram um código de ética que é seguido a risca e que exige que os sócios não sejam condenados na justiça por razões relacionadas à violência.

Considerações Finais

A experiência de acompanhar um pouco as torcidas organizadas teve grande valor para o grupo. Foi possível perceber o enorme esforço que é feito por seus integrantes para mudar a visão que a sociedade tem sobre elas. Nem sempre a violência toma conta de tudo, ainda é possível perceber o amor que essas torcidas sentem por seus clubes. O show de cores e música que é proporcionado nos estádios em todo o Brasil deveria ser mais valorizado pelas pessoas que insistem em criticar as torcidas organizadas. Muita coisa precisa mudar, mas elas nos mostram que é possível torcer sem violência e principalmente que é possível torcer.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Nota esclarecedora em defesa do sotaque da Novela "Cordel Encantado"



Muitos vem criticando através da internet o sotaque forçado e até em muitas vezes "exagerado" que é percebido na nova novela das 18 horas da Rede Globo (Cordel Encantado). Mas, seria mesmo exagero forçar o sotaque levando em conta o contexto histórico e cultural no qual ela se desenvolve??? É essa a ideia que vim aqui defender.


Toda novela de época exige muito esforço de sua equipe no processo de pesquisa e criação do enredo, o que nos leva a realmente a acreditar que aquilo que estamos vendo na telinha seja real (ou  uma realidade virtual), isso vai desde os cenários aos figurinos utilizados pelo elenco principal e elenco de apoio, e por que não na própria maneia de falar e se expressar? Desde de sua estreia no dia 11 de Abril de 2011, vem recebendo criticas de diversos lugares sobre o seu sotaque forçado por parte do elenco, comecei a dar atenção a esse assunto quando percebi que meus amigos faziam os mesmos comentários no cotidiano, falando que não vê ninguém no nordeste brasileiro falar da maneira que é retratada na novela. Ora vejamos... Todas as regiões do país tem seus sotaques peculiares, principalmente se tratando do interior do Brasil, e em que todas as novelas que retratam esse cenário interiorano necessitam por um determinado sotaque retratando a realidade daquela localidade, porque seria diferente com o nordeste brasileiro? defendo o sotaque por mais forçado que seja nessa novela pois ela realmente pede esse sotaque. Não é difícil de entender os motivos. Vou explicar:

Por se tratar de uma novela de época os autores Thelma Guedes,Duca Rachid e Thereza Falcão, precisaram realizar uma pesquisa mais minuciosa que precisariam para uma novela que não fosse de época. Muito foi pesquisado sobre o convivio dos personagens na época em que foram integrados, mesmo se tratando de uma história fictícia o processo de criação foi realizado com muita cautela. Quando puseram os personagens num contexto histórico relacionado a década de 20 e 30 do séc. XX, logo se questionaram sobre como ficaria o sotaque, pois hoje em dia não se faz personagens tão caricatos como antigamente, quando o nordestino era estereotipado e ridicularizado, mas há necessidade visível em se por esses sotaques, não é preciso pesquisar tão a fundo para entendermos os motivos encontrados pelos autores: A educação no interior do Brasil não era tratada da mesma maneira que hoje (mesmo hoje ainda se precisa de mais cuidado e melhorias estruturais para uma educação de qualidade), não havia a comunicação de massa que temos hoje, onde a propagação da internet e televisão, leva informação em tempo real para qualquer lugar do planeta, onde sofremos influências dos sotaques predominantes na mídia Televisiva no Brasil (Sul-Sudeste), e assim modificamos a forma de expressão fonética presente no nosso dia-a-dia, os estrangeirismos também participaram desse processo de transformação linguístico.

Um dos melhores exemplos sobre o assunto é uma música de Luíz Gonzaga chamada "ABC do Sertão", com letra simples porém esclarecedora, Luíz retratou na década de 60 o que já era abordado pela mídia na época, a diferente forma de ler, falar e se expressar do interior nordestino.

Segue abaixo o vídeo com a música e a letra de Luíz Gonzaga "ABC do Sertão", vale a pena conferir.




ABC do Sertão


Luíz Gonzaga

Composição : Zé Dantas / Luiz Gonzaga


Lá no meu sertão pros caboclo lê
Têm que aprender um outro ABC
O jota é ji, o éle é lê
O ésse é si, mas o érre
Tem nome de rê



O jota é ji, o éle é lê
O ésse é si, mas o érre
Tem nome de rê
Até o ypsilon lá é pissilone
O eme é mê, O ene é nê
O efe é fê, o gê chama-se guê
Na escola é engraçado ouvir-se tanto "ê"
A, bê, cê, dê,
Fê, guê, lê, mê,
Nê, pê, quê, rê,
Tê, vê e zê
Lá no meu sertão pros caboclo lê
Têm que aprender outro ABC
O jota é ji, o éle é lê
O ésse é si, mas o érre
Tem nome de rê
O jota é ji, o éle é lê
O ésse é si, mas o érre
Tem nome de rê
Até o ypsilon lá é pissilone
O eme é mê, O ene é nê
O efe é fê, o gê chama-se guê
Na escola é engraçado ouvir-se tanto "ê"


A, bê, cê, dê,
Fê, guê, lê, mê,
Nê, pê, quê, rê,
Tê, vê e zê
A, bê, cê, dê,
Fê, guê, lê, mê,
Nê, pê, quê, rê,
Tê, vê e zê
Atenção que eu vou ensinar o ABC
A, bê, cê, dê, e
Fê, guê, agâ, i, ji,
ka, lê, mê, nê, o,
pê, quê, rê, ci
Tê, u, vê, xis, pissilone e zê

Para mais informações sobre o assunto, recomendo os Livros do consagrado autor linguísta, Marcos Bagno, em especial sua obra, "Preconceito Linguístico", livro que se tornou uma das minhas paixões no meu 1º período da faculdade de Jornalismo, por ser esclarecedor, divertido e de leitura leve. Boa Leitura!

Para finalizar o Post, trago o vídeo de abertura da novela "Cordel Encantado", belíssima criação para essa trama que promete ser muito interessante, fazendo assim do vídeo um convite aos que reclamam do sotaque na novela, para assistirem e se deliciarem com sua história, pondo assim o seu preconceito linguistico de lado e aproveitando para interagir com o principal papel das telenovelas. O Papel Social que elas exercem na cultura da sociedade, levando informação e entretenimento as diversas classes que a compõe.

Abertura de "Cordel Encantado", Música "Minha Princesa Cordel" por Gilberto Gil e Roberta Sá.


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terça-feira, 12 de abril de 2011

"Recife! Nosso Centro" - Os dois lados da mesma Moeda.

Foto: Diogo Menezes


Agentes da Diretoria de Controle Urbano do Recife (DIRCON) iniciam uma operação chamada "Recife! Nosso Centro", que prevê a revitalização do centro comercial do recife. A retirada das barracas e ambulantes ilegais ou não recadastrados na Prefeitura do Recife (PCR) é semelhante à realizada no entorno do Hospital da Restauração (HR) onde tem em projeto também a retirada dos comerciantes para revitalização e melhoria do comercio dos mesmos, para que possam dispor de uma estrutura adequada para melhor atendimento ao publico.
Logo após Manifestantes interditarem trecho da Avenida Conde da Boa Vista na manha do dia 14 de Fevereiro, ambulantes Decidem por continuarem trabalhando em contraposição à PCR e a DIRCON, na Avenida Dantas Barreto o Prazo de 48 horas para desocupação ilegal dos barracos e camelódromo foi ignorado pelos comerciantes e da mesma maneira mantiveram-se trabalhando.

“Cadê a DIRCON na Avenida Conde da Boa Vista, pois as lanchonetes informais que foram retiradas da Rua Sete de Setembro, nos domingos à noite estão Invadindo a avenida, forçando os Pedestres a andarem pela rua.” Reclama a aposentada Lília, 64 anos, quando passava pela avenida no momento em que ambulantes retornavam as ruas de forma desordenada. 
Foto: Diogo Menezes


Antes da operação, 137 comerciantes atuavam na localidade, depois da "limpeza" efetuada na rua, 66 pessoas ficaram desempregadas. O primeiro dia após o longo período de negociações foi pacífico, mas alguns ambulantes que não conseguiram o cadastro ainda estão revoltados.
Os ambulantes ouvidos pela Rádio Jornal afirmam que não receberam nenhum aviso prévio da Prefeitura e também exibiam autorizações de funcionamento emitidas em 2008. Enquanto os ambulantes que conseguiram ser recadastrados dizem não estar 100% satisfeitos com a atitude da PCR.

As opiniões da população variam em relação aos projetos da PCR:
“Os projetos de revitalização do centro do Recife, deveria dar-se de maneira mais ordenada e melhor planejada, seguindo de rua em rua, de área em área, para que a obra seja mais eficaz em seu prazo de entrega, e melhor satisfação dos ambulantes que tornam ao seu trabalho rotineiro e à população que tem suas ruas revitalizadas e entregues sem maiores transtornos.” Diz Ricardo Oliveira, publicitário, 27 anos.
“O Papel da DIRCON é importante em vários quesitos relacionados à organização da cidade, como limpeza, combate a poluição sonora, e combate a irregularidades em diversos setores, porem são falhos em relação ao combate aos ambulantes ilegais, já que determinam à limpeza e regularização deles e os mesmos acabam voltando ao seu local ocupação anterior, dois ou três dias depois, prejudicando assim as obras da DIRCON e obstruem a fachada das lojas já que não têm local fixo” Comenta Maria de Alcântara, Consultora de vendas, 37 anos.
“A DIRCON e a PCR poderiam ceder espaços p os regulamentados ficaram, como o camelódrômo da Avenida Dantas Barreto que hoje se encontra metade ativada e metade em estado de abandono, com obras de revitalização poderia haver uma saída lógica p ambas as partes.” afirma José Marins, aposentado, 65 anos.

Nas vésperas da entrega do centro de comedoria do HR, a DICRON continua a agir no entorno do hospital para que se mantenha ordenado o comercio e limpeza na área. Assim como vêm agindo em relação à poluição sonora nos arredores das faculdades Maurício de Nassau, no bairro do Derby, UNICAP, no bairro da Boa Vista, e centros educacionais próximos a locais de grande circulação comercial e residencial.
A DIRCON prevê que essa iniciativa da revitalização do centro e centro expandido do Recife, seja realizado com apoio e paciência da população para que as obras sejam concluídas e suas intervenções sejam liberadas, devolvendo assim o “Nosso Centro” a todos nós.


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